Todo o que se exalta será humilhado,
e o que se humilha será exaltado (Lc 14.11)
Uzias foi um homem muito rico que reinou em Judá no oitavo século antes de Cristo. Durante seu governo o reino prosperou. Ele se interessou por agricultura e criação de animais; escavou cisternas, ergueu torres de proteção (verso 6). O texto lido o descreve como um homem de guerra que lutou contra vários povos e foi vitorioso. Ele também recebia o pagamento de tributos de outras nações (verso 8), tinha rebanhos e lavradores (verso 10) e um exército capaz (versos 11, 13), entre outras coisas. O texto faz questão de enfatizar que ele se tornou muito poderoso e famoso (versos 8 e 15). Talvez essa tenha sido a causa de sua ruína. Um dos problemas do ser humano é o orgulho diante das coisas que possui. Não é errado possuir bens; o problema é quando estes levam a pessoa a corromper-se e à exaltação própria. O resultado disso pode ser visto no versículo 16 do texto.
O rei Uzias, após tornar-se homem forte e exaltar-se, foi infiel ao Senhor. Assim, o poder levou ao orgulho, e este à infidelidade. Quando alguém acredita que é grande por suas próprias forças e riquezas, também acaba acreditando que não precisa de Deus. Uzias esqueceu que sua grandeza fora dada pelo Senhor e a consequência disso foi sua humilhação. Poderoso e orgulhoso, o rei acreditou que poderia fazer qualquer coisa, inclusive algo que não lhe cabia: oferecer incenso no santuário. Somente os sacerdotes podiam fazer isso. Uzias não se contentou com o que possuía e quis algo que não estava destinado a ele. O resultado foi trágico: como castigo, ficou leproso e teve de viver afastado das pessoas e da casa do Senhor até sua morte. Sua história é um alerta para que não sejamos orgulhosos, quer o Senhor nos tenha dado muito, quer pouco. Nossa ruína ou vitória vai depender do que influencia nossas ações: as coisas que temos ou o nosso compromisso com o Senhor.
Autor: Marivete Zanoni Kunz
Fonte: Pão Diário

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