Agora já não há para condenação para os que
estão em Cristo Jesus (Romanos 8.1)
Na sua carta à igreja de Roma, o apóstolo Paulo analisa a natureza humana. Concluí dizendo que nele mesmo não habita bem algum. Diz ainda que não pratica o bem que quer mas o mal que não quer. Daí sua exclamação: Miserável homem que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?
É verdade, cada ser humano carrega uma bagagem estranha dentro de si. Tem havido muitos espaços para estudar o seu comportamento. Ao longo dos anos desenvolveram-se ciências como a antropologia, a biologia, a sociologia, a filosofia, a teologia e a psicologia. Todas estudam a nossa conduta, cada uma de determinado ângulo, e detectam as anomalias da natureza humana. E que soluções apresentam para desatar o nó dessa embolada natureza? Em geral fala-se em educação e uma justa distribuição de renda. Certamente a cultura tem sempre os seus méritos e uma correta distribuição da renda pode também apaziguar alguns anseios do ser humano. O que, entretanto, se percebe é que, quanto mais culto o ser humano se torna, mais sofisticado e engenhosa é a sua prática da corrupção. O diagnóstico que temos em Gênesis 6.5 continua o mesmo apesar do desenvolvimento do conhecimento humano. O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal.
Séculos depois, o profeta Oséias registra: só se vêem maldição, mentiras e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério mais adultério; ultrapassam todos os limites! (Oséias 4.12). Mas haverá uma resposta para a pergunta do apóstolo Paulo no texto lido: Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Há uma resposta, sim. Graças a Deus por Jesus Cristo, prossegue Paulo, e ainda diz em outro lugar: Se alguém está em Cristo, é nova criatura (2 Coríntios 5.17)
Autor: Helmut Matschulat

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