quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Lembranças na oração

Hebreus 13:3 - Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.




     Uma clara demonstração do baixo nível da nossa espiritualidade é o esquecimento de certas coisas, muito mais necessárias do que podemos imaginar, quando oramos.




    Temos uma letal tendência de, por puro comodismo, ou mesmo por situações que nos são momentaneamente favoráveis, esquecer-mo-nos daqueles que mais precisam das nossas intercessões e súplicas.

     Quando estamos vivendo um período de "bonança", quando tudo nos parece ir bem, as nossas orações tendem a ficar desleixadas, e pior ainda, nós tendemos muito mais a nos esquecermos daqueles que sofrem. O pouco que costumamos orar nestes períodos é somente para mantermos nossa "rotina cristã". (Quero deixar bem claro aqui que existem exceções ao que, infelizmente, me parece uma regra, neste caso. Há pessoas que, seja nos bons ou maus momentos, perseveram com fidelidade em oração) Por conseguinte, mesmo o ato de orar acaba nos parecendo não uma necessidade vital, mas apenas o cumprimento de uma regra, que pode até se tornar maçante.

     Em contrapartida, quando vêm as adversidades, aí meu amigo, todo cristão fica mais "fervoroso" na oração...em geral, claro...Nestes momentos de aflição, lembra-mo-nos dos nossos pecados, choramos, clamamos e suplicamos ao Senhor a sua misericórdia e o seu livramento. Fazemos votos, nos empenhamos em orar mais, cultuamos até com mais fervor (assim como no parágrafo anterior, aqui também há muitas exceções. Mas creio que nestes casos, esta também seja a regra geral). Mas nestes momentos, nossa tendência em oração é apresentarmos mais intensamente o nosso problema, ainda que venhamos a nos lembrar do próximo. Mas acabamos direcionando o "melhor" de nossas orações às nossas causas.

     Orar em favor dos nossos irmãos e dos nossos semelhantes é necessário sempre (1 Tm. 2:1). Não podemos, por melhor ou pior que seja a nossa situação, esquecer-mo-nos do próximo, seja ele quem for, esteja ele onde estiver. Quantos não estão presos no pecado? Quantos não estão em prisões por causa do evangelho? Quantos não passam necessidades diariamente? Quantos não são perseguidos por amor à Cristo? Quantos de nós lembramos deles em oração?

     Nossas intercessões pelos homens mostram-nos o quanto temos seguido o segundo mandamento. Oremos em favor daqueles que precisam, daqueles que choram, daqueles que riem, daqueles que padecem, como se efetivamente estivéssemos em seus lugares. Lembre-mo-nos, principalmente, daqueles que têm sofrido por confessarem o nome de Cristo. Que a nossa oração seja sincera e constante, seja qual for a situação que estivermos vivendo. Que possamos nos esquecer de nós e nos lembrarmos mais dos outros em nossas orações!

Fonte: LDH blog

1 comentários:

Silas Vinicius disse...

PODEMOS CHAMAR ISSO DE COMODISMO ESPIRITUAL, ULTIMAMENTE TEMOS SIM, SEGUIDO UMA ROTINA ESPIRITUAL, O QUE NOS AFASTA DE DEUS.

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